Encontrei Cristo em São Paulo.

milky-way-923801_960_720.jpg

O vi numa matéria do jornal. Fiquei em dúvida se era mesmo. Sai de casa até onde ele estava para ver com meus próprios olhos. Pessoalmente, o reconheci. Pelos olhos e falta de paciência. O Cristo, que chamam Nazareno, era impaciente, às vezes.

Continuei por perto, mas longe, porque o achava distante de mim. Afinal era Cristo. Só queria entender o que ele estava fazendo aqui em São Paulo.

Danado !! Estava falando de AMOR de um jeito novo, mas com uma linguagem que muitos entenderiam. Muitos. Assim é.

Com o passar do tempo, nos aproximamos. Eram muitas coisas em comum. Na verdade, uma só: O AMOR e tudo que o manifestava. Não é aquele amor que todo mundo diz que conhece. Mas a compreensão da não exclusão, de nenhuma forma ou justificativa. A gente compreendia o mundo sem separação. E tínhamos nossos jeitos de tentar falar disso para mais gente. Mas era a mesma coisa. E de fato, estávamos aqui para falar disso para nós mesmos.

Entre o céu e o firmamento
não há ressentimento
cada um ocupando o seu lugar.

Quanto mais profundamente eu me entreguei a conhecer este Cristo, mais descobri em mim o que esta consciência significava. Estar com ela perto, aprendendo ou ensinando, era uma sensação indescritível. Eu já tentei falar disso, mas não há um conceito. Posso dizer do que eu percebia ser diferente do comum em mim. As cores eram mais fortes. O ar leve. A expansão no nível mental exponencial, a dimensão física não causava dúvidas. Não havia separação. Era a FONTE.

"Re"conhecer "este" Cristo me fez compreender mais da minha parte nisso tudo. E de mais e muitas pessoas. Cristo é uma consciência. Que se distribuiu em muitas pessoas ou em todos nós. Esta aqui que encontrei já sabia quem era, já sabe quem é, e veio em forma de homem, no masculino, buscando integrar o feminino. Veio consciente dentro do coração para "desempenhar este seu papel", nesta hora e tempo.

Foi, também, como compreendi o que é nossa ilusão de separação e a dor que isso nos causa, a todos. Creiam. Cada um numa experiência pessoal e única, mas a dor vem do resistir ao que estamos vivendo e por sentirmos, inconscientemente, que estamos separados e sozinhos, neste Universo imenso e assustador, cheio de mistérios incompreensíveis, dentro de nós próprios. Queremos controlar a experiência ao invés de deixar que ela flua, como deve ser.

Estava hoje observando um homem deitado na grama com seu bebê. Muito pequenino ainda. E fiquei pensando que o bebê é puro, ao longo do tempo vai criando identificações. Que é filho, de uma mãe e um pai, neto, depois aluno, profissional, e por aí vai. Mas antes de tudo isso ele só É. Não importa seu nominho. Só está ali entregue, sendo cuidado por aquele homem, que o ama. Ele não tem medo, ainda. Está entregue. Claro que existem as lembranças muitas de útero em que ele pode ter se conectado a algo, ou às vidas passadas que trazem registros imensos do corpo de dor. Mas esta identificação só aparece quando ele vai crescendo. Enfim... nem é este meu ponto. O que pensei foi que acredito que somos assim. Há uma consciência ABSOLUTA que cuida de nós. Só precisamos CONFIAR neste AMOR. E para isso só há um estado: o de PRESENÇA. E para a presença manifestadora é preciso se autoconhecer, aprofundar em si, neste caos interno de identificações.

Voltando ao Cristo. A consciência Crística manifestada é o PODER do AMOR. Eu conheci este CRISTO manifestado. Mas há outros. Imagine um termômetro de mercúrio quebrado. E aquelas bolinhas separadas. Quando você junta tudo elas se conectam. É o mesmo. Quando compreendermos que somos parte desta consciência, iremos nos conectar para que o TODO compreenda a experiência. Depois podemos nos distribuir, novamente, para uma nova e mais uma e mais outra. Até não precisarmos mais, somente SER dentro da CONSCIÊNCIA ABSOLUTA. Não é uma separação, mas distribuição.

Tudo nos será dado. Cumprido e desenvolvido de acordo com o que precisamos. Este CRISTO, que conheci, veio integrar o Feminino e Masculino em SI para fluir integralmente. Eu, na consciência CRÍSTICA que também sou, estou pronta para integrar o Masculino e Feminino em mim para unir ambas energias em Uma só. Que sou eu. E cada CRISTO manifestado tem sua caminhada a compreender e integrar. Eu me sinto grata imensamente pelas ferramentas que chegaram até mim, para que eu entrasse em contato com esta dimensão do meu SER.

São 4 horas da manhã. Acordei para escrever este texto, porque após uma expansão da minha consciência, até um lugar que me garante dizer: Se você soubesse o quanto nossas ilusões nos afastam de enxergar quem somos, você simplesmente se entregaria ao vazio. Vazio é a bênção. O Milagre. Sem conceitos. Sem busca. Sem nomes. No vazio você estará na presença. É o mesmo que diz o Poder do Agora do Eckhart Tolle, o Despertar de Bhagavan e Chopra. E o Let in go de Christine Day.

Eu senti uma urgência de falar sobre isso. Este é o meu processo. O seu é outro, mas pode se inspirar a viver mais a experiência e controlar menos ou nada. E descobrir onde está a consciência de Cristo na sua vida. Encontrar o AMOR puro da VERDADE e distribuir isso SERVINDO.

Com Amor

Patrícia Stanquevisch (neste corpo, neste tempo e hora)