Parte 4 - O feminino que habita em mim. Em nós.

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Depois de minha experiência com as Yoni-Eggs, muitas novas se apresentaram. Eu sou bastante eficiente em detectar o para que elas vieram. Porque me observo muito e ao meu redor. 

Com a criação da Ardida como Pimenta, pude assumir um papel em mim, que até então estava bem adormecido. Uma liderança mais inteligente e com limites delineados. Com meu aprendizado sobre mundo distribuído, percebi equívocos graves em iniciativas anteriores com as quais trabalhei. Muita falação mental dos envolvidos. Pouca integridade. E um dos maiores problemas foi manter a energia do Masculino no comando e só ela. O que isso significa? A energia do masculino é de expansão, cresce e constrói. Mas tudo começa no Feminino, onde ela nasce, é fecundada, tem contornos para dar forma. A minha figura de iniciadora não colocou regras claras e isso deu à muita gente a oportunidade de lesar a iniciativa e causar muita escassez.

Percebi, com meu trabalho pessoal com Feminino e Masculino, que confunde-se muito a liberdade do mundo distribuído com a falta de regras para que se aprenda a andar. Igual bebê. Ele é alimentado no ventre materno. Nasce depois de uma contração. Sai para o mundo, para expandir. Mas antes precisa de apoios para andar e a autonomia e incorporação do seu SER no mundo se dá. Isso é AMOR. Não é controle. 

Vejo como um vórtice. Olhe a imagem. No centro é a energia do Feminino. Expandido é a energia do masculino. 

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Quando falo feminino, não estou falando gênero. Mas energia. E ela está em qualquer pessoa. Esta minha fala toda é intuitiva. Não conheço a fundo a física, mas sei que em mim é leve e faz sentido, no meu caminho. 

Agora sim vou falar do gênero, feminino. 

ACORDAMOS. Acordamos para nosso papel no Mundo e para, neste momento assumir a gestação de novos modelos de vida. Só que estamos sendo atropeladas pelo gênero masculino. Ainda. E este é o motivo do meu texto. Falar de Medo. Falar de Amor. 

Estamos ativistas de nós mesmas. Nos unimos (teoricamente) para nos cuidarmos, apoiarmos e nos restabelecermos. Muitas de nós entendem que o PODER sempre esteve dentro. Esta coisa de EMPODERAMENTO é fake. Meu pensamento. Não se empodera o que tem poder. Nunca procurei no dicionário, mas acho que esta palavra "ainda" é só de boca. Não existe. (Vou procurar por curiosidade, mas não me atende).

Ainda não compreendemos nossa escassez interna. Vou contar uma situação que vivi. Aliás mais de uma, para poder ilustrar o que percebo.

Conheci uma pessoa no Happn. O que mais me chamou a atenção nele foi a quantidade de amigos em comum que temos. E, no geral, todos envolvidos com Economia Colaborativa. Começamos uma amizade. Muitas coisas parecidas. Pensamentos. Ele se ligou rápido sobre o que eu falo. Numa das nossas conversas ele me disse: "Não se pode falar de Abundância sem olhar para a Escassez". Fez um click na minha cabeça. Talvez eu não tenha entendido a frase como ele quis dizer. Mas o que importou foi o click que fez prá mim. 

Somos escassas. De uma porrada de coisas. De relacionamentos saudáveis com os homens, de dinheiro, de trabalho com alma, de credibilidade no mercado, de moradia, de transporte, de PRAZERES. E isso começou a nos movimentar. Deu entusiasmo até. Vamos fazer coisas que nos tirem deste lugar. Criamos coletivos, iniciativas em rede, grupos... grupos... grupos. Ahhh os grupos. Dizem por aí para resistir a tentação de fazer parte de um grupo. Eu aprimoraria esta frase para: Não se feche neles, observando com expansão da consciência. Não se feche nos consensos do grupo. Mas seja acolhida por alguns.

HD, Hernani Dimantas, me deu um grande sinal do para onde eu precisava olhar na Ardida como Pimenta. Mulheres que vendem geleias para saírem da escassez. Precisava olhar primeiro para a escassez. Tudo lindo no mundo distribuído (que chegará ainda daqui muitos anos para tod@s), mas ele ainda é buscado de forma excludente, justamente por faltar a energia do Feminino que acolhe e contrai. As mulheres que chegam na Ardida não têm acesso a todo este conhecimento tecnológico da inovação. E começamos a cuidar disso. Pela contração do Feminino, vamos cuidando de cada pessoa que chega. Chegaram homens ? Um, que só chegou. Mas não está. E para mim faz um baita sentido. É nosso momento de cuidar na NOSSA escassez. Não excluindo a eles, mas num princípio de assumir nossas duas energias: Do FEMININO que nos autoacolhe, ensina, resgata, contrai, faz nascer e do MASCULINO que expande, transforma e trás abundância. Num movimento de fluxo entre as duas energias.

ASSISTA AO VÍDEO DA ARDIDA PARA ENTENDER MAIS.

Outra experiência que me apareceu foi com a Mulher do Algodão. Algumas pessoas sabem que estou passando um problema sério de doença com meu filho. Tenho buscado várias formas de compreensão disso para que ele fique bem. Todo domingo faço um ritual pessoal para minha semana. E por duas semanas seguidas, uma carta do oráculo dos Mestres me falava para uma limpeza do Campo. E eu percebi que era algo que eu não saberia fazer. No segundo domingo, pedi a este Mestre que me enviasse o como resolver isso, pois não estava entendendo. Em seguida, recebi uma mensagem no meu messenger, de uma pessoa da minha extrema confiança, falando da Mulher do Algodão que limpava o campo denso. Fiquei extremamente entusiasmada, porque no primeiro domingo a madrinha do meu filho havia comentado desta mulher. E eu sigo as sincronicidades. Duas pessoas da minha confiança, que não se apegariam a gurus espirituais, me falando de uma mesma pessoa. Resolvi e fui até ela. 6 horas de viagem. Bem cansativa. Muitas pessoas a serem atendidas. 

Foi uma das coisas mais incríveis que já vi. Cada pessoa coloca a intenção num monte de algodão. Recebemos uma sacolinha com ele, sentamos num lugar calmo, no meio de árvores e começamos a colocar a intenção desejada para limpeza do campo. Entregamos para ela. O algodão é colocado numa peneira, onde não há mais nada abaixo, acima ou do lado. Ela joga água e um líquido. Dali começam a sair coisas materializadas. Possíveis magias feitas para quem está sendo atendido. Formas pensamento. Pensamentos nossos ou de outros que desejaram algo para nós. Ela conta que até um simples praguejar cria forma em nossas vidas. E é, de fato, muito impressionante. 

Não tive um minuto de medo. Fiquei bem focada e percebendo como meu trabalho fazia sentido nesta vida. E o quanto eu vigiaria meus pensamentos a partir disso tudo. Meus julgamentos. Qualquer sentimento que eu tenha pelo outro que possa causar aquilo tudo que eu vi. Vi não só no meu, como de todos ali. Pois o processo é aberto. Todos acompanham tudo. No meu algodão veio um sutiã amarrado. Ela me explicou que foi uma magia feita por alguém que me queria afastada de algum homem. Minha resposta: Ah Vá!! Não foi surpresa. Disso que falo sobre "teoricamente" estarmos unidas. Basta ter uma concorrência de homem e outros ítens de competição para deixarmos o clã das irmãs. Mas veio muita peça de raiva de outras pessoas. Eu sei que causei isso em muitas. E tento limpar em mim. Nos outros não tenho o poder. Limpo fazendo hooponopono, Sinto muito, me perdoe, eu te amo e sou grata. 

Tive forte em mim que não desejo mal a ninguém. Ninguém. Nossa, foi uma mega limpeza isso. Eu pensava em algumas pessoas que queria ver longe. E nem este sentimento mais me veio. Tá tudo certo. Agradeço e sigo.

Quando voltei para São Paulo, eu estava com uma clareza de propósito. Eu compreendi que tudo está embrenhado em nosso corpo físico também. Situações de abuso que parecem resolvidas mentalmente, estão ali, no corpo, escondidos, em uma forma de estagnação do Feminino. Causa escassez. Situações de medo, de humilhação, de baixa auto-estima. Voltei forte para trabalhar com isso, com as mulheres nos meus atendimentos, mas também fortalecendo as que entram para trabalhar com a Ardida. 

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São muitos os medos que nos afastam do que podemos viver em plenitude. Crenças de que devemos ao mundo alguma coisa que é cobrada, diariamente. 

Veja na foto como o Tórus fica limitado no campo quando sentimos medo. E quando estamos no AMOR como ele é expandido.

AMOR não é dar e receber. AMOR não é troca.

AMOR é fluxo. AMOR é não excluir.

AMOR é aceitação. AMOR é LIBERDADE.

AMOR é AVENTURA. AMOR é ENTREGA.

AMOR é ir além da CORAGEM no combate ao medo. É a coragem já incorporada. 

 

AMOR é CORAÇÃO sente e a MENTE organiza. Não inverta as ordens.  AMOR É INTEGRIDADE. INTEGRAR O MEDO AO AMOR.

AMOR é COMPROMISSO. Com sua ALMA. Com o COLETIVO. Porque VOCÊ é a ALMA, O COLETIVO E MAIS UM POUCO.

Como aprendi que é preciso falar da escassez. Falarei do Medo.

Medo é controlar. Medo é julgar. Medo é excluir qualquer aspecto seu ou do outro. Qualquer aspecto mesmo. Incluindo o Medo. Porque o Medo é parte do Ego que ainda nos mantém viv@s na dimensão física do planeta. E, um dia, nas demais dimensões, quando tivermos Incorporado o AMOR, ele estará conscientemente aceito e não mais necessário. 

É preciso buscar a constência do AMOR que só se encontra integrando as energias dos Feminino e Masculino.

 

Com o medo no meio, vou trazer o que pode nos liberar disso: AMOR é GRATIDÃO. Que para mim não significa ficar dizendo gratidão, obrigada, deus te pague. Mas é devolver a energia recebida para o Universo de alguma maneira. Por este meu pensamento nasceu a moeda TRANSITION

Enfim. O feminino que existe em mim, em energia e gênero convida quem lê à estas reflexões. E dar passos além do drama interno, se autoconhecer, abrir espaço para o AMOR, reconhecendo o Medo, mas não repassando o seu PODER a ele. 

Observem a força que são colocadas nas falas do gênero masculino, profissionais, novos modelos, feitos do jeito antigo. Enquanto há mulheres fazendo muita coisa importante e dando um gás muito pesado para isso e as próprias outras "irmãs" não reconhecem e sentem medo deste novo. Falo por experiência própria. Qual sua responsabilidade nisso ? Terei muito a falar sobre isso ainda.

Vou fechar com uma música que o Ney Motogrosso canta. Presta atenção na sutileza da letra. Nós não seremos salvas do Dragão. Este dragão, este masculino está dentro de Tod@s nós. 

Mesmo que seja EU, um homem prá chamar de SEU. Aff né ? 

beijos a Tod@s.

Patrícia Stanquevisch

Leia também:

O Feminino que habita em mim. Em Nós.

Parte 2 - O Feminino que habita em mim. Em Nós.

Parte 3 - O Feminino que habita em mim. Em Nós.

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