Soultoon Kung Fu Panda

Quando comecei a escrever este texto, vi que faltava algo e não conseguia ver a ligação com o filme proposto. Daí, meditando, cheguei ao que queria.

O que eu falaria hoje para uma mãe de primeira viagem, não seriam conceitos ou formas de lidar com suas crianças. Falaria somente para elas os ensinarem e também aprenderem a respirar conscientemente. Na RESPIRAÇÃO CONSCIENTE está o comando de tudo que precisamos. Ela nos conecta ao dirigente de nossa vida que é o CORAÇÃO. Ele, por sua vez, expandido, nos conecta à nossa verdadeira essência, à nossa alma. E, a partir da respiração, aprendemos, aos poucos, a aquietar nossa mente, cheia de tranqueiras do dia-a-dia.

Sua mente é como essa água, quando está agitada, torna-se difícil enxergar. Mas se você permitir que ela se acalme, a resposta torna-se clara.
— Tartaruga Mestre Oogway

Desta maneira nossos filhotes vão ter as respostas que precisam para caminharem sozinhos. E nós, só ajeitamos as arestas, orientando quando preciso.

Pensando em tudo isso foi que percebi que o filme fala de uma atividade oriental que utiliza a respiração em seu treinamento. Como não acredito em coincidências, resolvi continuar o caminho de falar, também, a respeito do que estava por falar desde início. Mas com outro olhar.

O Po, o panda personagem principal do desenho, para mim, representa muito a criança que todos temos em nós. Inocente, pronta a dar um salto direto aos seus sonhos. Mas cheio de empecilhos em volta. Quando criança estes empecilhos chamam-se SOCIEDADE (Você pode dar os nomes mais detalhados, se preferir). Enquanto adultos chamam-se CRENÇAS. O que incorporamos em nossas vidas e acreditamos ser nossa verdade.

Claro que não vou contar a história do desenho, mas sim levantar alguns questionamentos a partir do roteiro, que valem a nossa atenção. Não somente para olhar seus filhos com olhos mais flexíveis quanto para dar a você próprio uma chance de se olhar.

• Será que estamos em uma determinada profissão pela crença de que nem sempre podemos fazer o que queremos, pois isso não nos dá dinheiro ?

• Exploramos nosso potencial criativo e ficamos estagnados aos desejos e propostas de uma sociedade ? Permitimos que nossos filhos possam ser criativos e façam escolhas ?

• Será que nossas expectativas quanto aos nossos babys são honestas com eles ?

• Aprendemos a viver para o Agora ou nossa vida está baseada no que foi o Passado e para onde vamos no Futuro ?

Nossa sociedade exige padrões que aceitamos, por comodidade. É mais simples lidar com o que está ai na cara sendo usado desde sempre, do que permitir a criatividade fluir.

Ser diferente não é fácil. Por que virão os questionamentos, os julgamentos. Quem quer um filho sendo julgado? Ninguém. Por isso os colocamos numa mesma caixa embalada com os mesmos papéis? Será que não os estamos julgando também? Mas quando entramos dentro destas caixas, normalmente, ficamos infelizes. Pois não fazemos o que nossa alma sabe que veio fazer.

Bem, o filme tem muitos insights. Bem legais, como:

Pessegueiro não dá maçãs.” ou “O ingrediente secreto é: Só precisa acreditar para ser especial.

Me conta quais foram os seus insights com o desenho. E conta para seu filhote também. Ele vai entender.

Você só cumprirá sua missão quando se livrar da ilusão do controle. Olhe para esta árvore, eu não posso fazê-la florescer quando me convir, nem fazer que ela dê frutos antes que seja o tempo. Talvez possa, se estiver disposto a guiá-lo, nutri-lo e acreditar nele. Você só precisa acreditar.
— Tartaruga Mestre Oogway

Beijo no Coração (tenho certeza que é o melhor lugar)

Patrícia Stanquevisch

(saiba mais sobre a respiração consciente AQUI)