O lado negro da força na colaboração. Sim, ele existe.

                          "Poderoso você se tornou, o lado escuro sinto em você"

                          "Poderoso você se tornou, o lado escuro sinto em você"

Ainda não aterrizei.  Só cheguei. Logo que o avião pousou, muitas coisas aconteceram. Fui para o hospital, descobri uma hérnia de disco, deve ser porque acreditava que esporte é saúde. (brincadeira - quando na ginástica quebrei muitos ossinhos, entre eles na coluna, e isso pode ser um lembrete daquela época).

Eu tentei manter o repouso. Tentei só. Mas já fui à uma missão na praia. Juro que era missão e não passeio.

As dores ainda existem. Os remédios aposentei E vou fazer o que sei fazer bem, me curar por meios naturais. Alongamentos, rpg, etc. 

Mas foi bom ficar em repouso (mais ou menos). Pude aquietar, também, a mente. Organizar as inspirações que recebi na viagem de Findhorn, no processo todo.  Conversar com pessoas ao vivo. Receber colo, carinho de saudades. E olhar o mar, meu sábio conselheiro. 

Muitas das inspirações que recebi, já começaram a entrar na prática. A gente é uma turma potente na colaboração. Uma história para valer. E tudo está muito bem encaminhado. 

O Destino Colaborativo estará na Virada Sustentável, e isso é muito bom. Ao mesmo tempo, tudo junto agora, também ao lado do pessoal da Virada Sustentável, estaremos com o Destino Colaborativo na Praça. Que eu estou achando que vai se tornar algo recorrente.

Nasceu, também, o Destino Colaborativo Fora de Série, que é mesmo fora de série. Não está no mesmo padrão dos outros. É um trabalho com crianças e adolescentes, que estão brotando aos montes na minha vida desde que lancei, e que vai ser um caminho novo para o projeto como um todo. Estou entendendo ele a cada dia. O motivo dele nascer. E me emociono só de pensar. Quando tudo estiver mais empoderado dentro de mim, eu vou contar mais.

Mas, mesmo com tanta coisa linda, não consigo deixar de olhar para o lado negro da força. Por achar que todos os lados compõem o todo. Não só a luz. Não só a sombra. Mas tudo que envolve o todo. 

Percebi que, apesar de lindas fotos, a interação caiu no grupo de Findhorn. Por uns dias não interferi, pois eu sei do que se trata. E não era meu papel interferir.

Isso incomodou muita gente. Muitas pessoas, colaboradores e expectadores, me chamaram no inbox do facebook para questionar o motivo das trips (tripulantes) não estarem dando o seu "melhor", "saíram do propósito", e muitas outras coisas. E eu, sempre no coração, explico que voltar de Findhorn não é só voltar de uma viagem. Por mais que algumas pessoas insistam em dizer que é tudo bem. Não acredito. Acho que acontece uma movimentação energética quando estamos lá, as células são chamadas para uma mudança e quando voltamos não somos os mesmos. Não é só voltar para a zona de conforto. Algumas até pensam que estão, pois é o mais fácil, mas não estão. Há um processo acontecendo no profundo de cada um. Mas cada um é cada um. E desde sempre, eu afirmo que para mim o que importa neste projeto é o todo e não o um. Não é meu papel cuidar do Um. Mas do propósito da iniciativa que tem a ver com o acesso à abundância por um número maior de pessoas a cada dia. 

Mas o Um afeta o todo Coletivo. Claro... Óbvio. Deixar de interagir, interfere na colaboração. Aparecer no grupo só quando tem algo legal para fazer, interfere na colaboração. Deixar de se comprometer com as necessidades do projeto interfere na colaboração. Não fluir junto interfere na colaboração. Pecar na transparência do acerto de contas interfere na colaboração. Este é parte do lado negro a que me refiro. E ele acontece no Destino Colaborativo Findhorn, sim. São pessoas lindas que desenvolveram um trabalho lindo, mas não são perfeitas. Ou são perfeitas em suas imperfeições. E isso interfere na colaboração. É julgamento ? Não. É só a constatação de um fato. De que para um dia fluirmos como no murmuration dos pássaros, vamos ter que integrar estas sombras à luz. Todos nós. 

Mas fiquei pensando numa coisa que aprendi sobre a Rede. O UM pode deixar de interferir na colaboração, quando o coletivo está mais forte e sem Centro algum. Mas precisa formar uma base. E por isso fico tranquila com meu trabalho. Não me importa o Um (não é insensibilidade minha, só não é minha intenção de vida cuidar do um, mas do todo). Me importa é fortalecer o Coletivo.

E a resposta que dou numa geralzona aqui, para quem me perguntar de novo, ou para quem estiver incomodado com o que está acontecendo com as trips ou para quem quer entender como podemos fazer diferente é: Eu abro o Campo pelo AMOR para que o COLETIVO expanda. Não me apego ao UM que não está interagindo ou que deixou de se comprometer ou qualquer coisa que valha neste sentido. O que faço é fortalecer o COLETIVO para que o UM se encontre nele, se cure nele, se expanda nele. E qual minha ferramenta ? Olhar com AMOR, sempre. Todas as minhas ações, no nível da colaboração, são pautadas no AMOR. Se eu sinto incômodo no meu coração, busco respirar nele e entender se é meu EGO ou outra coisa. E meu passo seguinte é buscar a alternativa no AMOR. 

Vixi, tô ouvindo uma pergunta aqui no ar, do inconsciente coletivo. Mas o que é o AMOR ? Respondo: o AMOR não se ensina. Ele só É. E você vai saber o que ele É em você. Não tem outro jeito. Não tem conceito. Ele vibra de uma maneira inexplicável. Ele contagia, sim, mas não se explica.

O que eu faço com tudo isso? A MINHA PARTE ! Minha sugestão ? Faça a sua também. Mas primeiro tente descobrir qual é esta parte de verdade. E tente respirar no espaço do coração para que o AMOR te ajude nos passos a seguir. Tem funcionado comigo.

Que a Força esteja com você !

Patrícia