Para a galera da Ardida como Pimenta e curiosos

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Queria falar um pouco para vocês sobre confusões que aparecem sobre iniciativa distribuída, sem hierarquia e as regras. São coisas diferentes. Não é porque não tem hierarquia, que não existam regras.

As regras são colocadas pel@s iniciadores das iniciativas e são alteradas ou reorganizadas de acordo com o andamento das coisas, para que tudo se alinhe. Isso é uma super liberdade de SER. E quando tudo se incorpora não há mais necessidade da vida d@s iniciadores no processo de regulação.

As regras da Ardida são feitas com base na experiência da iniciadora, que sou eu. Experiência com outras iniciativas na mesma linha de trabalho e que partem do meu chamado de alma. Os desconfortos são naturais, mas são pessoais. Algo que cada um tem que trabalhar em si. Não é este meu papel na iniciativa. Cuidar de todos os desconfortos pessoais. Eu colaboro com os desconfortos pessoais nos meus atendimentos. :)

Porém os desconfortos são importantes para o coletivo. O movimento vem deles. Quando falamos dos desconfortos em inbox, sozinhos com outra pessoa, causamos escassez, pois a interação está limitada. Se abrimos na rede, as ideias surgem e os problemas se limpam. É genial isso. É por isso que ficamos isolados nos próprios problemas e sem soluções eficientes.

Medo de expor. Medo de ser julgad@. Medo de falar bobagem. Medos... Então vamos combinar. Medos colocados no grupo do face e no whatsapp, serão trabalhados no coletivo com meu apoio incondicional. Medos inbox, no meu inbox, vou tratar com atendimento do meu trabalho. Com agenda marcada. Porque todo inbox comigo, que não me pague para isso, também gera escassez para tod@s nós. Pois você não percebe que está recebendo um serviço sem pagar por ele. Não percebe que precisa acessar a prosperidade para ser cuidad@ por um profissional habilitado para este trabalho. E não percebe que está tomando o tempo de alguém que vive disso. É um ciclo vicioso e muito escasso.

Minha intenção aqui é chamar a atenção para os vícios e hábitos que temos e que nos tiram do poder pessoal ilimitado de AMOR. Temos direito à abundância. Mas este direito só pode ser chamado por nós. Não colocado nas mãos de outras pessoas. E, eu como profissional, não posso atender todos com suas questões pessoais a todo momento, em forma de amizade. Isso acontece com muita frequência. 

Mas nos grupos de interação aberta faço isso, porque é parte do meu propósito. Gerar abundância é meu propósito.Faça perguntas. Questione. Não tenho medo dos questionamentos. Eles me ajudam a rever as regras. Rever o formato. E me dão chance de falar Não. :) 

Vamos acessar à abundância ? Tem que começar por você. Eu só sou uma ferramenta pronta para abrir caminhos. 

Se você acha que não pode me pagar, é porque não pesquisou meu site detalhadamente e porque está ainda num processo interno de medo. E é aí mesmo que tem que fazer um esforço para me pagar. Vai sair disso. Ser prósper@ e chei@ de AMOR. 

Isso é parte do posso Doar a vocês.

Sobre a Regra do Bazar, que coloquei no grupo de whatsapp em resposta à uma integrante: Não nos afiliamos a iniciativas onde não há respeito ao Feminino partindo do iniciador e além. Trabalhamos com a perspectiva de apoiar Mulheres a saírem da escassez. Só nos conectaremos com quem não tenha nada que desabone este propósito. O campo de possibilidade é infinito. Não tenho necessidade de me ligar a tudo que se apresenta. Eu tenho compromisso com a Coerência. E me abro para o AMOR. 

Sobre Regras d@ Iniciador@. Posso criar uma regra que tod@s que entrem no grupo precisam cantar uma canção num vídeo de celular. Ainda não morri enquanto iniciadora e as regras estão em plena ebulição. Só posso. E você não precisa concordar com as Regras. Este também é seu exercício de poder pessoal. Ver onde você está com quem e por onde anda. Seu coração dá o caminho e sua mente organiza. 

Mais dúvidas, coloque no grupo. Não no inbox pessoal, por favor.

beijos com amor.

Parte 4 - O feminino que habita em mim. Em nós.

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Depois de minha experiência com as Yoni-Eggs, muitas novas se apresentaram. Eu sou bastante eficiente em detectar o para que elas vieram. Porque me observo muito e ao meu redor. 

Com a criação da Ardida como Pimenta, pude assumir um papel em mim, que até então estava bem adormecido. Uma liderança mais inteligente e com limites delineados. Com meu aprendizado sobre mundo distribuído, percebi equívocos graves em iniciativas anteriores com as quais trabalhei. Muita falação mental dos envolvidos. Pouca integridade. E um dos maiores problemas foi manter a energia do Masculino no comando e só ela. O que isso significa? A energia do masculino é de expansão, cresce e constrói. Mas tudo começa no Feminino, onde ela nasce, é fecundada, tem contornos para dar forma. A minha figura de iniciadora não colocou regras claras e isso deu à muita gente a oportunidade de lesar a iniciativa e causar muita escassez.

Percebi, com meu trabalho pessoal com Feminino e Masculino, que confunde-se muito a liberdade do mundo distribuído com a falta de regras para que se aprenda a andar. Igual bebê. Ele é alimentado no ventre materno. Nasce depois de uma contração. Sai para o mundo, para expandir. Mas antes precisa de apoios para andar e a autonomia e incorporação do seu SER no mundo se dá. Isso é AMOR. Não é controle. 

Vejo como um vórtice. Olhe a imagem. No centro é a energia do Feminino. Expandido é a energia do masculino. 

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Quando falo feminino, não estou falando gênero. Mas energia. E ela está em qualquer pessoa. Esta minha fala toda é intuitiva. Não conheço a fundo a física, mas sei que em mim é leve e faz sentido, no meu caminho. 

Agora sim vou falar do gênero, feminino. 

ACORDAMOS. Acordamos para nosso papel no Mundo e para, neste momento assumir a gestação de novos modelos de vida. Só que estamos sendo atropeladas pelo gênero masculino. Ainda. E este é o motivo do meu texto. Falar de Medo. Falar de Amor. 

Estamos ativistas de nós mesmas. Nos unimos (teoricamente) para nos cuidarmos, apoiarmos e nos restabelecermos. Muitas de nós entendem que o PODER sempre esteve dentro. Esta coisa de EMPODERAMENTO é fake. Meu pensamento. Não se empodera o que tem poder. Nunca procurei no dicionário, mas acho que esta palavra "ainda" é só de boca. Não existe. (Vou procurar por curiosidade, mas não me atende).

Ainda não compreendemos nossa escassez interna. Vou contar uma situação que vivi. Aliás mais de uma, para poder ilustrar o que percebo.

Conheci uma pessoa no Happn. O que mais me chamou a atenção nele foi a quantidade de amigos em comum que temos. E, no geral, todos envolvidos com Economia Colaborativa. Começamos uma amizade. Muitas coisas parecidas. Pensamentos. Ele se ligou rápido sobre o que eu falo. Numa das nossas conversas ele me disse: "Não se pode falar de Abundância sem olhar para a Escassez". Fez um click na minha cabeça. Talvez eu não tenha entendido a frase como ele quis dizer. Mas o que importou foi o click que fez prá mim. 

Somos escassas. De uma porrada de coisas. De relacionamentos saudáveis com os homens, de dinheiro, de trabalho com alma, de credibilidade no mercado, de moradia, de transporte, de PRAZERES. E isso começou a nos movimentar. Deu entusiasmo até. Vamos fazer coisas que nos tirem deste lugar. Criamos coletivos, iniciativas em rede, grupos... grupos... grupos. Ahhh os grupos. Dizem por aí para resistir a tentação de fazer parte de um grupo. Eu aprimoraria esta frase para: Não se feche neles, observando com expansão da consciência. Não se feche nos consensos do grupo. Mas seja acolhida por alguns.

HD, Hernani Dimantas, me deu um grande sinal do para onde eu precisava olhar na Ardida como Pimenta. Mulheres que vendem geleias para saírem da escassez. Precisava olhar primeiro para a escassez. Tudo lindo no mundo distribuído (que chegará ainda daqui muitos anos para tod@s), mas ele ainda é buscado de forma excludente, justamente por faltar a energia do Feminino que acolhe e contrai. As mulheres que chegam na Ardida não têm acesso a todo este conhecimento tecnológico da inovação. E começamos a cuidar disso. Pela contração do Feminino, vamos cuidando de cada pessoa que chega. Chegaram homens ? Um, que só chegou. Mas não está. E para mim faz um baita sentido. É nosso momento de cuidar na NOSSA escassez. Não excluindo a eles, mas num princípio de assumir nossas duas energias: Do FEMININO que nos autoacolhe, ensina, resgata, contrai, faz nascer e do MASCULINO que expande, transforma e trás abundância. Num movimento de fluxo entre as duas energias.

ASSISTA AO VÍDEO DA ARDIDA PARA ENTENDER MAIS.

Outra experiência que me apareceu foi com a Mulher do Algodão. Algumas pessoas sabem que estou passando um problema sério de doença com meu filho. Tenho buscado várias formas de compreensão disso para que ele fique bem. Todo domingo faço um ritual pessoal para minha semana. E por duas semanas seguidas, uma carta do oráculo dos Mestres me falava para uma limpeza do Campo. E eu percebi que era algo que eu não saberia fazer. No segundo domingo, pedi a este Mestre que me enviasse o como resolver isso, pois não estava entendendo. Em seguida, recebi uma mensagem no meu messenger, de uma pessoa da minha extrema confiança, falando da Mulher do Algodão que limpava o campo denso. Fiquei extremamente entusiasmada, porque no primeiro domingo a madrinha do meu filho havia comentado desta mulher. E eu sigo as sincronicidades. Duas pessoas da minha confiança, que não se apegariam a gurus espirituais, me falando de uma mesma pessoa. Resolvi e fui até ela. 6 horas de viagem. Bem cansativa. Muitas pessoas a serem atendidas. 

Foi uma das coisas mais incríveis que já vi. Cada pessoa coloca a intenção num monte de algodão. Recebemos uma sacolinha com ele, sentamos num lugar calmo, no meio de árvores e começamos a colocar a intenção desejada para limpeza do campo. Entregamos para ela. O algodão é colocado numa peneira, onde não há mais nada abaixo, acima ou do lado. Ela joga água e um líquido. Dali começam a sair coisas materializadas. Possíveis magias feitas para quem está sendo atendido. Formas pensamento. Pensamentos nossos ou de outros que desejaram algo para nós. Ela conta que até um simples praguejar cria forma em nossas vidas. E é, de fato, muito impressionante. 

Não tive um minuto de medo. Fiquei bem focada e percebendo como meu trabalho fazia sentido nesta vida. E o quanto eu vigiaria meus pensamentos a partir disso tudo. Meus julgamentos. Qualquer sentimento que eu tenha pelo outro que possa causar aquilo tudo que eu vi. Vi não só no meu, como de todos ali. Pois o processo é aberto. Todos acompanham tudo. No meu algodão veio um sutiã amarrado. Ela me explicou que foi uma magia feita por alguém que me queria afastada de algum homem. Minha resposta: Ah Vá!! Não foi surpresa. Disso que falo sobre "teoricamente" estarmos unidas. Basta ter uma concorrência de homem e outros ítens de competição para deixarmos o clã das irmãs. Mas veio muita peça de raiva de outras pessoas. Eu sei que causei isso em muitas. E tento limpar em mim. Nos outros não tenho o poder. Limpo fazendo hooponopono, Sinto muito, me perdoe, eu te amo e sou grata. 

Tive forte em mim que não desejo mal a ninguém. Ninguém. Nossa, foi uma mega limpeza isso. Eu pensava em algumas pessoas que queria ver longe. E nem este sentimento mais me veio. Tá tudo certo. Agradeço e sigo.

Quando voltei para São Paulo, eu estava com uma clareza de propósito. Eu compreendi que tudo está embrenhado em nosso corpo físico também. Situações de abuso que parecem resolvidas mentalmente, estão ali, no corpo, escondidos, em uma forma de estagnação do Feminino. Causa escassez. Situações de medo, de humilhação, de baixa auto-estima. Voltei forte para trabalhar com isso, com as mulheres nos meus atendimentos, mas também fortalecendo as que entram para trabalhar com a Ardida. 

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São muitos os medos que nos afastam do que podemos viver em plenitude. Crenças de que devemos ao mundo alguma coisa que é cobrada, diariamente. 

Veja na foto como o Tórus fica limitado no campo quando sentimos medo. E quando estamos no AMOR como ele é expandido.

AMOR não é dar e receber. AMOR não é troca.

AMOR é fluxo. AMOR é não excluir.

AMOR é aceitação. AMOR é LIBERDADE.

AMOR é AVENTURA. AMOR é ENTREGA.

AMOR é ir além da CORAGEM no combate ao medo. É a coragem já incorporada. 

 

AMOR é CORAÇÃO sente e a MENTE organiza. Não inverta as ordens.  AMOR É INTEGRIDADE. INTEGRAR O MEDO AO AMOR.

AMOR é COMPROMISSO. Com sua ALMA. Com o COLETIVO. Porque VOCÊ é a ALMA, O COLETIVO E MAIS UM POUCO.

Como aprendi que é preciso falar da escassez. Falarei do Medo.

Medo é controlar. Medo é julgar. Medo é excluir qualquer aspecto seu ou do outro. Qualquer aspecto mesmo. Incluindo o Medo. Porque o Medo é parte do Ego que ainda nos mantém viv@s na dimensão física do planeta. E, um dia, nas demais dimensões, quando tivermos Incorporado o AMOR, ele estará conscientemente aceito e não mais necessário. 

É preciso buscar a constência do AMOR que só se encontra integrando as energias dos Feminino e Masculino.

 

Com o medo no meio, vou trazer o que pode nos liberar disso: AMOR é GRATIDÃO. Que para mim não significa ficar dizendo gratidão, obrigada, deus te pague. Mas é devolver a energia recebida para o Universo de alguma maneira. Por este meu pensamento nasceu a moeda TRANSITION

Enfim. O feminino que existe em mim, em energia e gênero convida quem lê à estas reflexões. E dar passos além do drama interno, se autoconhecer, abrir espaço para o AMOR, reconhecendo o Medo, mas não repassando o seu PODER a ele. 

Observem a força que são colocadas nas falas do gênero masculino, profissionais, novos modelos, feitos do jeito antigo. Enquanto há mulheres fazendo muita coisa importante e dando um gás muito pesado para isso e as próprias outras "irmãs" não reconhecem e sentem medo deste novo. Falo por experiência própria. Qual sua responsabilidade nisso ? Terei muito a falar sobre isso ainda.

Vou fechar com uma música que o Ney Motogrosso canta. Presta atenção na sutileza da letra. Nós não seremos salvas do Dragão. Este dragão, este masculino está dentro de Tod@s nós. 

Mesmo que seja EU, um homem prá chamar de SEU. Aff né ? 

beijos a Tod@s.

Patrícia Stanquevisch

Leia também:

O Feminino que habita em mim. Em Nós.

Parte 2 - O Feminino que habita em mim. Em Nós.

Parte 3 - O Feminino que habita em mim. Em Nós.

Considere apoiar meu SER neste PLANETA.

Parte 3 - O feminino que habita em mim. Em nós: A Yoni-Egg

Eu me lembro no que estava pensando exatamente neste momento da foto. E tem a ver com tudo o que escrevi neste texto. Ser Livre !

Eu me lembro no que estava pensando exatamente neste momento da foto. E tem a ver com tudo o que escrevi neste texto. Ser Livre !

Desde que decidi fazer a jornada para integrar feminino e masculino, muitas ferramentas e situações apareceram para que eu compreendesse o significado disso. Integridade não tem a ver com ser bonzinho ou malzinho. O Universo não tem ética. Certo ou errado. Bom ou Mal. Integridade tem a ver com Inteireza, com todos os aspectos do ser conectados, aceitos, alinhados e amados.

Estes aspectos se apresentam espelhados nas experiências com cada relação. No meu caso, de 2014 para cá, as situações que se apresentaram tinham força nas relações com o masculino. Foi um presente de imersão do meu corpo num novo contexto. Descobri que eu era muito além do que as identificações que se apresentaram até ali. Mãe, filha, esposa, irmã, amiga, profissional desceram ladeira abaixo. Rolaram até o fundo do poço, para não sair mais mesmo.

Chegou, então, a jornada com as Yoni-Eggs. Tão sincrônico e perfeito. Vindo, da natureza, o ápice da transformação. Um finalmente do meu corpo dizendo: "Me ouça. Em todos os seus aspectos eu te represento e te sinalizo. Sou teu fio condutor direto com a Fonte. Pergunta e te respondo." O cristal, inserido em minha vagina, num processo cuidado, ancorado por uma facilitadora incrível, me relembrou este poder.

Os primeiros dias foram de reconhecimento desta conexão cristalina. Aprendendo sobre sua vibração. Mas entrando profundamente na ancestralidade feminina. Meditações uterinas, que fizeram emergir sentimentos relacionados à minha mãe. Este foi o primeiro back. Vi coisas que eu não queria ver. Uma dor intensa se apoderou de mim. E quanto mais eu resistia, mais doía. Até chegar o cansaço. Meu corpo se cansou. Foi físico mesmo. Não tinha força para resistir. Assim me dobrei e entendi. 

Foram fases: Resisti = Dor. Cansei - Caí. Conformei: Vivi o luto necessário para desintegrar a identidade que criei para o papel Mãe. Liberei no físico: Aceitei.

Aceitação: "Aceita o que é. Não é como você sonhou. Como você vê em outras pessoas. A sua experiência com sua mãe é o que é". E assim foi. Só deste jeito eu consegui honrar o útero que me recebeu para estar neste mundo. E atrás dela, o útero das avós. E atrás delas, outras milhares.

Pensa que foi uma coisa de cada vez ? Nada... Foi tudo junto, ao mesmo tempo, agora. Antes de inserir o cristal, acontecem experiências de contato com ele e informação teórica sobre o corpo. E, neste começo, tive sonhos muito reais. A pessoa do sonho parecia estar ali na minha frente. Estava ali. No meu corpo, quarto, cama. Cheiro, voz, toque. Palavras que eu reconhecia, mas não compreendia. Acordava intensa, mas chorosa. E os sonhos me alimentavam de informações sobre o amor romântico. Várias figuras vinham. Na maioria homens com quem me relacionei, mas também alguns que não conhecia. E cada um me trouxe algo de mim. E todos trouxeram o que eu evitava. Todos, absolutamente todos em meus sonhos, eram homens que eu esperava ardentemente serem diferentes do meu pai, enquanto marido de uma mãe. Cada um deles mostrou um aspecto que eu desenhei dentro de mim como meta, daí entendi porque demorei tanto para me apaixonar um dia. Era medo de descobrir que minha idealização era só isso mesmo. Idealização.

Eu busquei sempre um homem ideal: que ele fosse diferente do meu pai. E não dei chance ao fluxo. Só me afastava. Só me fechava, inconscientemente. E negava o aspecto do masculino. Me comparo à Rapunzel sem cabelos. Esperando o príncipe encantado me tirar da torre. Me dar conta disso foi incrivelmente dolorido. Bem eu que sou antiprincesas. Bem eu que sou "livre". Bem eu que nem queria nada que me ligasse aos contos de fada, viagens de conto de fada, cavalos e castelos. Bem eu sendo uma farsa de mim mesma. Esta farsa de mim permitiu muitos enganos. Abusos, mentiras, relações doentias, tudo em nome do propósito inconsciente de negar meu pai. E quanto mais eu me afastava de mim, mais eu estava perto de chegar na verdade.

Neste momento da jornada Yoni, eu já inseria o cristal no canal vaginal. E as situações se apresentando. Quando falo situações, são situações mesmo. Pessoas em ação. E assim, uma definição importante veio. Algo que mantive em ilusão se quebrou, enfim. Resisti acreditando... sim ACREDITANDO = DANDO CRÉDITO A ALGO, CRENÇA criada. Acreditando que uma relação poderia ser diferente do que estava sendo. Diferente de ter FÉ. Foi o mesmo processo: Resisti = Dor. Cansei - Caí. Conformei: Vivi o luto necessário para desintegrar a identidade que criei para o amor romântico. Liberei no físico: Aceitei. Aceitei que criei um personagem neste homem desta relação, que me provaria ser possível amar alguém e ser amada do jeito que idealizei. Aceitei que meu pai é o que é e a relação de amor dele com minha mãe é ou foi deles. Não é minha. Não preciso ser resgatada da torre e ser salva. Esta liberação me deu permissão para amar livremente. Sem querer controlar a experiência. Yep, Controlei muito. Namorei controlando, casei controlando, separei controlando, apaixonei controlando e ponto.

Integrei pai e mãe. E me despedi de todos que representaram papéis para que eu entendesse este processo. Neste tempo da jornada, li um livro indicado pela facilitadora. A travessia das Feiticeiras. Tá aí em PDF se quiser ler. E foi essencial para esta integração. Pois entendi melhor sobre os drenos energéticos que ficam dentro da mulher após cada ato sexual. Me aprofundei nesta questão, pesquisando, lendo e testando em mim algumas meditações de resgate desta energia. Cada relação deixa um dreno na mulher e a nossa energia fica parte com eles. Iniciei, então, o trabalho com cada ato do passado, homem a homem. Listei cada um. Recapitulei as situações. E percebo como o luto só finalizou quando a energia deste ato sexual foi reorganizada. Devolvi o dreno e retomei o que era meu. O que fica é um vazio, que não é pejorativo. É vazio de livre para uma nova entrada.

Acabou ? Nada. Filhos homens. Também surgiram situações em que me vi mulher sendo mãe de homens. Definindo limites para que respeitássemos o espaço uns dos outros. Sem abusos de uma condição sistêmica machista. Aprendendo sobre meu corpo mãe, que carregou um ser e honrando o propósito da maternidade. Foi lindo ? Foi, mas doeu, igualmente. O cordão umbilical não é somente uma conexão de alimento dentro do útero. Ele é uma conexão energética que perdura, e até a percepção de autonomia completa daquele serzinho, é bem intenso. E, independentemente de ter sido cortado ou não, quando esta cria sofre, tem suas próprias dores, lutos, medos, crenças, buscas, felicidades, alegrias, compreensões, whatever ... a mãe está conectada. E a sofrência ou não sofrência da mulher mãe vai ter base na sua experiência pessoal e além disso. No meu caso, descobri o quanto é meu calcanhar de Aquiles. Eles são o norte do que estou sendo enquanto ser humana. São a manifestação mais pura do que representa em mim a grandeza e a pequenez. Em mim mesma se apresentam os dois conceitos quando diz respeito aos meus filhos. Sou grande e sou pequena. Grande por ancestralidade, pequena porque não sei nada, de nada. Cada dia um novo ensino. Todo momento uma nova perspectiva. Isso não dá conforto algum. Pelo contrário, me tira desta zona.

Eles, atualmente, moram com o pai. E ficou mais alerta em mim como as pessoas são machistas. Frases tipo: "como você consegue deixar com o pai ?" ou "você não deveria ter sido mãe." ou "sua escolha de permitir que eles fiquem com o pai não combina com sua força feminina.", entre outras. E ok. Minhas respostas a isso ficaram mais sutilizadas, menos drama interno. Só constatação de um mundo machista e sem minha identificação.

Final da jornada, não pareceu ser um fim. Mas meio. Eu estava borbulhando em processos internos. Tudo junto mesmo. Eu olhei para isso com muita coragem. De frente. Após o cansaço e o luto, quando chegou a Aceitação me senti de verdade. Fiz uma limpeza nas minhas coisas materiais que eram de mentira. Fiz uma limpeza nos meus contatos, do que era de mentira. E senti meu corpo mais leve.

Eu reiniciei a jornada para mais 21 dias. E o que tenho percebido, ainda dentro dela, é que os assuntos estão vindo com outra maturidade. Nestes novos dias com a gema, tenho visto mais sobre uma manifestação ancestral. Minha travessia da feiticeira pessoal. Estão me chamando as ervas, os caldeirões. A cura através destes sistemas naturais. Meu corpo está presente. Sinto força na pelve e em toda a região dos três primeiros chakras. Meus pudores estão cada dia menores. Parte da identidade de uma criação rígida e religiosa estão numa espécie de dissolução. O sexo não é tabu. E parece mais simples do que imaginava. Ou vivenciava.

Como dizem meus textos, O feminino que habita em mim entrou num vórtice diferente. Quando eu olho de fora o vejo como uma espiral que puxa a energia necessária para ele se manter em movimento. E, assim, atrai o novo.

A kundalini da Terra me aguarda na Patagônia e eu estou pronta para ela. Mas antes eu tenho uma outra coisa a fazer. Só conto quando estiver fazendo.

Para você que se inspirou e vai fazer a jornada das Yoni-Eggs, força e confia no seu corpo. Para você que me acompanha e está conectadx, força e confia no seu corpo. <3

E uma última dica. Quando falar com uma mulher sobre as dores dela, não dê respostas. Faça perguntas. Porque a resposta é única, pessoal e intransferível para cada uma de nós.

com amor

Patrícia Stanquevisch

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